(des)sabor.
Eu teria dito tudo não fosse por medo de tudo. Não fosse por medo de ser mal-entendido. Mas eu tenho a leve impressão de ter sido algo do tipo feitiço-que-vira-contra-o-feiticeiro, ou talvez mais além, porque o feiticeiro seja de araque, e tenha sido desde sempre enfeitiçado.
Talvez realmente tenha ido além, quando da falação, daquela falação. O ponto foi passado, certamente, e Istambul é realmente um lugar interessante, e isso (aqui) talvez seja um reação absurdamente exagerada e ultrajada. O além é sempre algo charmoso e interessante e hipnotizante. Eu queria estar além, vou-me para Além-Paraíba que talvez ajude (pelo menos em parte, com um quase-trocadilho).
Mais ainda, o que talvez, e provavelmente, não faça sentido, é que eu não guardo lembranças, não lembro, ou não recordo, e tenha esquecido mesmo. Não estava em condições de fazê-lo. Não mesmo. Eu lembro de tudo e nada ao mesmo tempo. Falta a memória sensorial agora, quando esbanjo memória fotográfica. Menti, talvez passasse direto despercebido.
Não é bom, uma visão, eu não sou uma visão, veja. Não diga nada.
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