Da invisibilidade.

Exatamente em momentos como esse eu fico basicamente assim: os braços pesam, a mente parece que deu pane. Vem aquele grito incontido que não sai de jeito nenhum, e as lágrimas que são secas. As pessoas se perguntam, me perguntam e perguntam aos outros, pois eu não explico, muito menos elas entendem o que eu falo.


A verdade é que não estou emputecido; a verdade, puramente, a verdade simples é que aquele momento chegou, desvatador, como eu já imaginava. Não há maneira para que eu vá, que eu continue, porque eu, eu simplesmente estaquei. Finquei os pés no presente.

Em momentos como esse que eu queria voltar no tempo. Ou basicamente sumir. Ou dormir e acordar no futuro quando tudo já será pronto.

Acho que prefiro sumir, me esconder do apocalipse, antes que o mundo acabe.

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