Querido Tom 50 (Caso sério)
Rio, agosto de 2011.
Querido Tom,
eu juro que queria escrever algo sério aqui hoje, mas confesso que este não é o lugar certo para isso, aqui só se escrevem bobagens. Eu poderia falar do apocalipse que se avizinha em 2012, mas tenho preguiça. Eu poderia falar da escalada de tensões que se observa no mundo, mas eu tenho preguiça. Eu tenho preguiça da vida, quem sabe.
Falemos, então, da preguiça da vida. É tamanha minha preguiça que eu tenho preguiça de ter preguiça da vida, eu acho. Eu continuo vivendo, nesse mundo maluco, que me irrita.
Eu gostaria de falar também da irritação que me causa a falta de respostas, essas coisas enigmáticas que me propõem e que me privam do direito à informação e resposta. Só me frusta mais ainda. Hmm.
Deve ser isso, eu ontem estava irritado, mas feliz, e hoje eu estou irritadamente irritado sem ser feliz. E tenho fome. E quem tem fome tem pressa. Acho que escreveria um livro qualquer dia desses.
Deve ser fácil como jogar videogueime.
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