Eu gosto do budismo porque Sidarta Gautama, o primeiro Buda, era um cara normal, que através da meditação atingiu a iluminação. ‘Qualquer um’, portanto, pode se tornar um Buda. Tem toda uma história sobre o dia fatídico, a árvore sob a qual ele estava e blá blá blá... Mas eu acho que é interessante pensar que... Ele se pôs na mesma posição um sem-número de vezes e então, em um dia não mais especial do que os outros, ele teve o ‘clique’.

Há algumas cenas em nossas vidas que ficam impressas em nós... Uma certa briga de nossos pais, uma surra, um determinado dia de brincadeira no quintal... Mesmo que diferentes situações do mesmo tipo tenham ocorrido, apenas uma ficou gravada. Por que aquela, aquela vez?

Às vezes, de noite na madrugada, eu penso que atingirei a revelação. Eu penso que encontrarei alguma coisa que me tocará de tal forma, que fará com que tudo faça sentido. Eu procuro, eu assisto, eu leio, mas o ‘clique’ ainda não veio. Será que virá?

Deus está morto; a política fede; os movimentos estudantis estão cheios de “me ajuda aqui, que eu te ajudo ali”; e as pessoas nunca chegam no horário em que marcaram... De quatro em quatro anos temos nacionalismo; O país é uma colcha de remendos e eu não tenho o mínimo sentimento de pertencimento. Pelos livros, os mortos falam, mas será que viveram o que sustentam como ideal? Talvez seja melhor entorpecer-se com romances, pelo menos são sinceros ao mentir.

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