Fã-clube da esquina.
O portão se abriu para mim, logo depois daquele voz cessar no alto-falante. Eu desci a pequena ladeira; era uma casa grande, senhorial quase, e tinha muitos aposentos. Isso me faz lembrar que 'aposento' é uma palavra genial e aconchegante; quem dera meu quarto fosse um aposento, e tivesse uma poltrona de chenile, com braços, onde eu pudesse me jogar, e quem sabe, dormir numa noite de frio, debaixo de cobertas. Mas o caso era que eu descia a ladeira que permitia o acesso à área externa daquela casa. Acho que todos já estavam lá, e todos me esperavam. Como sempre. Ou como nunca, já que ninguém nunca me espera, nem tem paciência para tanto. Eu só desci, sem vento na cara, sem cabelos ao vento, sem correr e abraçar alguém. Talvez eu ainda estivesse em meus 08 anos nessa época. Lá embaixo, alguém importante chegou, carregando um molho de chaves. Acompanhamos, vimos a chave encaixar no buraco, girar, e a porta simplesmente abrir. Vimos também chegarem panos e vassouras, prod...