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Mostrando postagens de outubro, 2010

Eu ouvia Cigarras.

Anormalidade está fora. A normalidade tomou-me de supetão; acho que, devido a isso, nem sei mais escrever o que me acontece todos os dias. Ou não sinto necessidade alguma de escrever o que me acontece. Eu podia falar por exemplo que fiz quatro provas nas últimas duas semana, sem estudar. Sem estudar! E, bom, fui bem em uma delas, a única que recebi o resultado. Bastante bem. Por enquanto, só notas boas; soma-se aos dez em Árabe II. Humildade é para os fracos disse eu outro dia. Mas isso não importa. Poderia dizer que meu dinheiro acabou antes do final desse mês, bem antes mesmo. Já entrei no cheque especial, talvez; e tenho só dinheiro para me locomover. Para me locomover a pé, né. Também, gastei tudo, tudinho. Mas isso não importa. Eu lia o jornal, ainda há pouco da Universidade, e havia umas entrevistas com pessoas interessantes, três delas que eu conhecia de nome, tratando, cada uma a sua vez, o que pensava da Universidade. Falavam bem parecido, divergindo em alguns asp...
Mas não importa, nada importa, nunca importará e nem será igual. Leve o que te cabe, leve o que couber nas mãos. Não, não é leve, não disse que seria e você sabia. Sabia que depois da placa nada saberia. Agora é tarde. É tarde e lá fora chove em prantos, campos em pântanos e blues, blues na noite ciclope que nos espia no luar.
“An – seio – não desejar teu – seio – Do que eu falava mesmo?”

Ainda tenho angústias.

Assimetria. Assentimentalismo. Gente que eu não entendo, e que finge não me entender. Assimetria. Aparelho.

Isto não é.

Estava aqui, acabado após arquivar 21032323920 papéis. Resolvi escrever. Eu votei Marina Silva. E não sei o que fazer agora. Esse debate que não diz nada, de troca de acusações, e xingamentos fantasiados está me deixando chateado. Podiam ter começado antes, né, quem sabe a Marina não teria ganhando mais votos?  Enfim, não gosto nada, nada, de ter deus, e deuses, e aborto, e agora também, casamento gay! veja só, permeando os debates, e tentando enganar-nos, eleitores, de que isso realmente é de suma importância para a política nacional. Sim, o aborto devia ser tratado como uma questão de saúde pública; o casamento entre indivíduos do mesmo sexo deve ser discutido, e a crença em deus, ou deuses, não deve ser pré-requisito para ser votar ou não votar em alguém.  Desabafo feito.

Querido Tom 42 (Tipo de contato.)

Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2010. Querido Tom, Seria até irônico, não fosse realmente engraçado, eu te escrever novamente. My spirits are very high. Estava, ontem, vendo "17 outra vez" (17 Again). Tive a impressão de estar vendo uma variação de High School Musical . Talvez tenha sido o fato de ser estrelado por Zac Efron. Ele é realmente um bom ator. Para filmes juvenis. Mentirinnha. Ele é um bom ator. Pensava que a minha ideia de Caio: uma história tem dado certo. Escrevi uns flash-backs (adoro essa palavra: faz-me lembrar de Lady Kate) meus por esses dias. Eu devia estudar, mas não consigo. Não sei como vou passar em DIP, nem nas outras matérias. Acho que só não vou reprovar em Árabe. Devo fazer uso de métodos escusos, então. Na espera de uma lembrança, Caio.

Pertinência.

Eu adoro flash-backs. Tenho alguns de vez em quando. Pois então, estava sem nada para fazer - correção, deixando as tarefas laborais para depois - quando resolvi escrever-vos. Alguns dos meus flash-backs de infância são memoráveis; são pouquíssimos também. Lembro vagamente, daquela data que parece ser perto de quando minha mãe morreu, em que eu e minha irmã implorávamos a ela que não saísse. Tinha trovoadas. E parecia um dia sinistro. Talvez essa memória tenha se implantado na minha mente, não seja verdadeira, e nem falsa, mas uma resposta. So I'll be there, when you arrive, the sight of you will prove to me I'm still alive. Eu tinha um cão antes dessa época. Era o capitão. Lembrei-me dele enquanto lia Cigana, a vira-lata , de V. Woolf . Raças de cães não importam quando se é criança. Capitão morreu; dizem que de alguma doença transmitida por ratos. Eu tenho a leve impressão de que foi overdose de doces que eu, minha irmã e outras centenas de crianças jogamos para...

Vida de (del)Gado.

Estava aqui,cá com meus botões de meu casaco preto, pensando sobre o que escrever depois. Cansei de escrever do mesmo episódio, e agora nesse instante escuto um trovão altíssimo, meu deus, o mundo vai acabar! E logo na semana das eleições. Espero sinceramente que seja prenúncio de um bom resultado. Enfim, pensei em falar de algum episódio da escola, logicamente influenciado pelo último post do Improbabilidade Infinita. Estávamos eu e a senhorita minha irmã, pentelhando à espera de minha tia. Lembro bem do pedido feito no dia anterior: "Se a L. ficar brincando e não estiver aqui à hora da saída, vocês vêm, e ela vai ficar aí sozinha". Então, no dia seguinte ao aviso, a L. ficou brincando. O carro chega, e Caio e Camila entram no carro. Pergunta-se: "Cadê a L.?", ao que se responde: "Ela estava brincando e não apareceu". Então, o carro desce a ladeira, e ao pé desta, faz-se uma ordem: "Ninguém mandou vocês deixarem minha filha sozinha, sai do m...