Querido Tom 38 (Just want my cigarette (love).)

Ontem. Hoje.

Querido Tom,

hoje de madrugada, antes de dormir, liguei a televisão. Passava um filme, um tanto louco, então, resolvi assisti-lo.

Era um filme sobre a vida de Truman Capote. Não, não era o critically acclamaimed "Capote", com Seymour guy; tratava-se de um outro, apesar de eu ter a mesma ideia que você quando assistia ao filme. Não consegui ler o nome do filme em nenhuma das ocasiões em que ele apareceu, após os intervalos. Lá pelo final, eu já tinha tirado os óculos, mas mantinha os ouvidos bem abertos.

Capote era um homem bem mentirosinho; soube que era um filme sobre a vida dele porque era aquela coisa baixinha, gordinha e loira, e gay. E, acima de tudo, mentiroso. Tinha a Sandra Bullock no filme. Gostei do Perry também, dá até dó quando ele morre.

Agora, lembro bem daquele carnaval naquele verão em Búzios, aquele durante o qual eu li uns 5 livros. Entendo, foram muitos. Acho que ainda posso nomeá-los. Uns deles foi Harry Potter and the Goblet of Fire, a versão britânica, em paperback. Li também O Caso dos Dez Negrinhos, que mudou de nome, coisa ridícula. Foi o único da Agatha Christie que li, e é muito bom; não consegui identificar o assassino, nem quando todos já tinham morrido.

Li também, e esse tinha na estante da casa em que fiquei hospedado, A Cor Púrpura. Excelente, nada mais a dizer.

Então, ao terminar este último, recebi uma sugestão de livro: algum livro de Capote. Eu tinha 13 anos na época, não lembro, talvez 14; de qualquer jeito, comecei a ler. Mas não gostei do que li, e parei logo no início. A leitura era pesada. Pesada demais. Comuniquei isso, e recebi, então, outra sugestão.

A segunda sugestão foi A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende. Um livro excelente, retratando o Chile do período anterior a ditadura, e ao período da ditadura. Lembro de ter sofrido, juntamente com Clara, ou então de ter rido, quando li a parte em que ela sonha com a mãe, e descobre onde foi parar a cabeça da pobre coitada, que tinha morrido em um acidente de carro. Enfim, a cabeça ficou guardada no sótão, se lembro bem, e enterrada com Clara depois. É um best-seller daqueles, tem tanta coisa quanto a Bíblia.

Acho que tinha mais algum livro, mas não lembro, ou estou viajando já.

Acho que o livro de Capote era A Sangue Frio, o tal livro que ele escreveu entre 1959 e 1965, retradado no filme homônimo, e no outro que vi ontem.

O nome do filme era Infamous.

P.S. Eu entendo as letras de músicas todas erradas!

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