marionetes
Diga que já não me quer! Negue! Que me pertenceu; e eu mostro a boca molhada, ainda marcada, pelo beijo seu. Terra-do-Sempre. Tive ideias supimpas, mas esqueci-as, assim como tudo o mais. Tenho marcado médico na segunda, e eu amaria se o Domingo passasse que nem uma flecha. Uma vontade súbita de falar espanhol perfeitamente bem me ocorreu, já faz um tempo. O problema é querer coisas demais e ter dinheiro, e Tempo, de menos. Tenho que ligar e procurar saber dos preços, horários e vantagens da ioga e do pilates. Gostaria de esgrima também. E, quem sabe, natação e uma academia normal. Muito solícito seria se, mas não. Não, a tentativa não está dando certo. E eu não sei, tenho a impressão de ser uma marionete, com que se brinca a torto e a direito. Chega de tentar dissimular, e disfarçar, e esconder o quê não dá mais pra ocultar [...] já que o brilho desse olhar foi traidor, e entregou [...] Não dá mais pra segurar. Sonho meu.