Memórias roubadas, e inventadas.
Tinha muita luz no fim do corredor. Tudo mentira, não tinha luz, tinha era gente no final do corredor. Gente conhecida, uma tentação, a porta entre-aberta, gente na sala, passos, apressados.
Uma voz conhecida, sim, sim, quanto tempo, faz tempo, o que seja. Da última vez, faz muito tempo.
Observação, lá está. Saindo do corredor, ou entrando, tanto faz. Prefiro entrando, visto que está do lado oposto ao amontoado de gentes, todos austeros, parados, um deles sentados sobre o parapeito, ou seja lá qual o nome. Uma figura engraçada, mas desconhecida. Muda, de passagem.
Voltando, está lá, no início do corredor. Parado, de óculos, cabelos crescidos-além-da-conta, jeans, um pouco sujo, vontade de correr, e gritar, tudo ao mesmo tempo. Teve raiva, de tudo, e de si, e de nada. Porque a raiva veio depois.
A porta entre-aberta, gentes lá dentro, vontade de passar direto, passa direto, corre pro abraço. Literalmente, ou não. Prefiriria caminhar.
A figura desconhecida está lá, mas não interessa, a outra até-então-desconhecida está revelada, é conhecida. Não interessa também. Queria não ter que escancarar a porta.
Mentira, tudo mentira, queria correr ao sol no dia seguinte, e sacudir tudo e todos, e falar, falar, falar, na hora, e não depois, sobre outros assuntos, e para outras gentes.
Tudo mentira, queria ter abraçado direito, queria ver de novo, e correr e sacudir, e falar, para as gentes, tudo sobre todos. Alertar.
Queria conhecer o último, conhecer, conversar. Mentira, já conhece, conheço, conhecemos, queria era apertar as mãos, shake hands, conversar.
Queria abraçar de novo, pedir para abraçar de novo, e falar quanto tempo, como vai, e então, tudo bem, aparece. O sol cega tudo, e os vultos passam, se posicionam à vista, se deixam ver, e veem, e se deixam serem vistos vendo.
Agora tudo é devaneio, e a impossibilidade de inventar memórias, ou é tudo inventado. Vontade de fazer sei-lá-o-quê. Vontade de abraçar, falar, sacudir. é isso. Mas quem? Oras, homessa. Está tudo tão claro agora!
É o Sol novamente, impedindo a visão. E não está mais lá quem deveria estar, mas são tão parecidos. Engano, ledo engano, já não lembra de um ou de outro, assusta-se sempre.
Faltou visitar a cartomante, vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, exceto eu, que nunca aprendo a jogar.
Por que você não fala mais, esqueci já o motivo. Fui eu, ou você, ou um terceiro, um quarto, a cozinha quem sabe. Eu sei que falo tudo ao contrário, quem sabe para enganar, enganar a mim mesmo, baby, watch your back!
Uma voz conhecida, sim, sim, quanto tempo, faz tempo, o que seja. Da última vez, faz muito tempo.
Observação, lá está. Saindo do corredor, ou entrando, tanto faz. Prefiro entrando, visto que está do lado oposto ao amontoado de gentes, todos austeros, parados, um deles sentados sobre o parapeito, ou seja lá qual o nome. Uma figura engraçada, mas desconhecida. Muda, de passagem.
Voltando, está lá, no início do corredor. Parado, de óculos, cabelos crescidos-além-da-conta, jeans, um pouco sujo, vontade de correr, e gritar, tudo ao mesmo tempo. Teve raiva, de tudo, e de si, e de nada. Porque a raiva veio depois.
A porta entre-aberta, gentes lá dentro, vontade de passar direto, passa direto, corre pro abraço. Literalmente, ou não. Prefiriria caminhar.
A figura desconhecida está lá, mas não interessa, a outra até-então-desconhecida está revelada, é conhecida. Não interessa também. Queria não ter que escancarar a porta.
Mentira, tudo mentira, queria correr ao sol no dia seguinte, e sacudir tudo e todos, e falar, falar, falar, na hora, e não depois, sobre outros assuntos, e para outras gentes.
Tudo mentira, queria ter abraçado direito, queria ver de novo, e correr e sacudir, e falar, para as gentes, tudo sobre todos. Alertar.
Queria conhecer o último, conhecer, conversar. Mentira, já conhece, conheço, conhecemos, queria era apertar as mãos, shake hands, conversar.
Queria abraçar de novo, pedir para abraçar de novo, e falar quanto tempo, como vai, e então, tudo bem, aparece. O sol cega tudo, e os vultos passam, se posicionam à vista, se deixam ver, e veem, e se deixam serem vistos vendo.
Agora tudo é devaneio, e a impossibilidade de inventar memórias, ou é tudo inventado. Vontade de fazer sei-lá-o-quê. Vontade de abraçar, falar, sacudir. é isso. Mas quem? Oras, homessa. Está tudo tão claro agora!
É o Sol novamente, impedindo a visão. E não está mais lá quem deveria estar, mas são tão parecidos. Engano, ledo engano, já não lembra de um ou de outro, assusta-se sempre.
Faltou visitar a cartomante, vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, exceto eu, que nunca aprendo a jogar.
Por que você não fala mais, esqueci já o motivo. Fui eu, ou você, ou um terceiro, um quarto, a cozinha quem sabe. Eu sei que falo tudo ao contrário, quem sabe para enganar, enganar a mim mesmo, baby, watch your back!
Eu vou vir aqui depois pra comentar de novo esse. E todos os outros.
ResponderExcluirMas tá bonito. Eu só tô sem tempo.
Não que eu queira, eu queria estar com tempo. Pra fazer isso e todo o resto.
É final de período, né. E meu computador agora resolve quando vai desligar por ele mesmo. Crise de independência.
E eu, como sempre, me explicando. rs
hahahahahaha. eu preferiria dizer revoluções para a independência... esse seu pc está fora de controle, minha cara, isso é uma questão da defesa civil, ou da polícia federal, quiçá da Interpol.
ResponderExcluirHAHAHAHAHAHAHAHAHA,
ResponderExcluiracho que eu vou chamar o técnico mesmo, rs