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Mostrando postagens de julho, 2010

No meio das alfaces.

"(...) era a inclinação a correr, a meditar em longos passeios solitários, pulando portões, pisando na lama, para através da névoa, do sonho, do êxtase da solidão ver os volteios da tarambola (...) onde tudo já estava feito; torres altas, sinos solenes (...) O que tinha para opor a essas realizações masculinas? (...) ela o viu - de que outro modo poderia descrevê-lo? - matar uma mosca. (...) Mas ele falava; mas ele olhava; mas ele ria; ele arrancou as asas de uma mosca. (...) Mas é necessário que seja assim, pensando nas igrejas, nos parlamentos, nos blocos de apartamentos, e assim tentou dobrar suas asas nas costas, depois de as ter completamente abaixadas. (...) se sentiu na infeliz situação de uma pessoa nua que, indo a procura de refúgio nalgum jardim sombreado, de lá é expulsa e lhe é dito - não, não há santuários, nem borboletas, neste mundo, e esta civilização, igrejas, parlamentos e apartamentos - esta civilização (...) depende de mim, e mrs Bromley disse depois que L...

Querido Tom 37 (Mania de você.)

Rio, 85 do terceiro mês do décimo nono ano. Dearest Tom. Eita propaganda enganosa. Quero um casaco de plush, mas isso não existe para homens. E acho que saiu de moda já, nem vi mais. To cheio dos cremes nívea no nariz, coçava demais. Essas pessoas deveriam parar de falar que tenho a pele bonita. Sabe, isso é inveja, olho grande. To começando a ter medo do encosto que a vó da Dara disse ter visto comigo. Se ele fosse rico, ficava amigo dele... mas nem, é só encosto mesmo. Eu definitivamente amo Lafayette e os Tremendões (principalmente a Érika Martins)(thanks to Sylk, todo mundo devia conhecer - e amar - a Sylk) e a Nina Becker. Na verdade, eu estava me imaginando de plush por aí. Seria ridículo. Ainda vou comprar meu Crock. Chuchu beleza. P.S. Vestindo fantasias, tirando a roupa... uuuuuh!

Querido Tom 36 (The storm.)

Querido Tom, Ave, tinha macumba, no centro, por volta das 21h; por que? por que? Ó porqueira. Virginia tem me cansado, apesar de seus textos serem curtos; acho que me vou refugiar em Lygia novamente; Ciranda de Pedra provou-se tãaaao legal! Enfim, minha prova de árabe foi lá um sucessão, sei lá. Tô mentindo, para variar. Na verdade, não é para variar. Acho que cheguei ao ponto que queria: eu minto, como já disse antes umas 54830127463502 vezes, compulsivamente. Na verdade, quando escrevo que minto, eu minto nessa palavra. Tenho a leve impressão de que o que está escrito logo anteriormente é verdade, sei lá porque, nem quero saber. Enfim, novamente, só precisava desabafar esse conhecimento logo. Ciao. Caio.

Nothing in between me and the hurricane.

aiaiai, meu horóscopo estava em francês e não sei o que isso significa; talvez que eu não fosse entender o dia de ontem mesmo... Sonhei alguma coisa estranha hoje, que toda vez que eu me lembro, eu esqueço de escrever; toda vez que me lembro de escrever, esqueço de lembrar o sonho. Ganhei meu atestado de sanidade mental novamente. P.S. Vale feliz dia do amigo para ex-amigos?

Caio Bites.

Sabe o que é prazer, meu caro? Ou deveria dizer "querido"? Não, talvez eu não saiba; talvez eu realmente saiba. Alguns, sim, obrigado. "Flames to dust, Lovers to flame... why do all good things come to an end?" Eu queria contar um sonho, ou falar sobre ele. Tem sido recorrente. Normalmente, eu estou em algum lugar meio selvagem, eu diria que é a Ilha, mas algo meio safaresco. Eu tenho a noção de perigo em quase todo o sonho; há leões e panteras à espreita. Eu vejo belas casas, uma em estilo neoclássico, azul. Outra muito diferente, com pilastras na frente, dispostas em pares, um par de pilastras gregas, outro mais moderno, um par piramidal... as casas dão para o ponto de ônibus aqui perto de casa. Em alguns sonhos, estou em casa; em outros, em algum acampamento, em uma barraca, em algum Descampado. Não consigo lembrar mais nada. Só que sonhei com a Rafaella na segunda vez que sonhei esse sonho à noite passada. Eu gostava mais da Nelly Furtado da época d...

Querido Tom 35

São Sebastião do Rio de Janeiro em 17 do mês de julho do anno 8 do reinado de Lula. Querido Tom. Há de saber-se que a carne é trêmula, sei lá porque escrevi isso. Acho que não era isso, mas algo mais parecido com o primeiro post do ano vigente, que inaugurou a fase que me encontro hoje, ou seja, minha fase vigente. Lembro-me de ser um texto roubado por aí, com autoria atribuída a Madre Teresa de Calcutá. Não que ela morasse aqui perto de casa. Temos aqui, na Freguesia, uma praça, chamada Praça Calcutá, comumente conhecida como Praça da Freguesia. Anyway, venho pensando há tempos sobre conhecer Assunção. Só porque é mais barato, e no momento não posso conhecer nem Túnis, nem Marraqueche, nem Tirana, nem Beirute, Dasmaco, Londres, Dúblin (sempre imaginei assim), Cardiffe, ou Wellington, ou Áden, ou o Cairo, ou Instambul, deixe-me ver, Bucareste, Sófia, Marselha, Lisboa, Abidjan, o Quênia, Luanda, Maputo, Amã e a Tanzânia. Seriam bons tenpos, não fossem maus tempos, maus b...

Titica.

Oh Lord, I have been sold. And I must take the unforsaken road. Eu diria que, após aquela meia dúzia de sorrisos, estava confuso. Como seria? Não, não seria. Tudo pensado até então estava por água abaixo; a estratégia deveria ser mudada. Mas, então, por que aquela tentativa? Não, não havia nada demais, só que ninguém sabia. Só isso, e não era por mero acaso, mas por deliberação consentida. De novo, sorrisos. Talvez fosse nervosismo; há os que sorriem quando nervosos, ou quando estressados, ou nunca saberei. Oh holy shit.

Querido Tom 34

O despertador toca aqui perto, eu escuto Chopin, alguém joga a bolsa irritada. Tocava uma canção de ninar em iídiche, hoje não dormi, e não dormirei, só a noite. Quem sabe hoje não vejo tudo que quero? É estranho escrever assim, não sobre o que aconteceu (tudo bem que escrevi sobre o que aconteceu e o que acontecia no momento que escrevia) mas sobre o que acontecerá, em instantes, ou pode acontecer. Ah, essa vida irritante. Acorde em paz, amém , shalom , salam aleikum .

Memórias roubadas, e inventadas.

Tinha muita luz no fim do corredor. Tudo mentira, não tinha luz, tinha era gente no final do corredor. Gente conhecida, uma tentação, a porta entre-aberta, gente na sala, passos, apressados. Uma voz conhecida, sim, sim, quanto tempo, faz tempo, o que seja. Da última vez, faz muito tempo. Observação, lá está. Saindo do corredor, ou entrando, tanto faz. Prefiro entrando, visto que está do lado oposto ao amontoado de gentes, todos austeros, parados, um deles sentados sobre o parapeito, ou seja lá qual o nome. Uma figura engraçada, mas desconhecida. Muda, de passagem. Voltando, está lá, no início do corredor. Parado, de óculos, cabelos crescidos-além-da-conta, jeans, um pouco sujo, vontade de correr, e gritar, tudo ao mesmo tempo. Teve raiva, de tudo, e de si, e de nada. Porque a raiva veio depois. A porta entre-aberta, gentes lá dentro, vontade de passar direto, passa direto, corre pro abraço. Literalmente, ou não. Prefiriria caminhar. A figura desconhecida está lá, mas não inte...

Coxinha e Pudim.

Eu queria protestar contra as pessoas que não querem sair mais das vans e kombis nos pontos. Sabe, tudo bem quando não há um ponto perto de onde a pessoa vai ficar. Hoje, uma alma penada, um espírito sem luz, fez o motorista andar uns cinco metros, porque ela não desceria no ponto da CEDAE, mas sim no sinal. Morre, minha filha. É a solução. #CampanhaPobrezaPega #biafalcaofeelings p.s. Eu tive vergonha de conhecer alguém cujo apelido é coxinha.

Beleza Pura

Paola Bracho é o que há.

As pontes do Galeão.

A volta no tempo, seria possível? A minha incredulidade diz que não, mas no âmago da minha mente, eu desejava que sim. Não uma volta ao início, mas àquele certo tempo. Ainda possível dizer " sim, irei sim; agora mesmo. espere-me aí", como resposta ao bêbado pedido de "vem pra cá". Porque não era no início, mas sim depois, depois mesmo. E depois disso, veio o martírio.
Achei o suéter.