Querido Tom 25

Rio, quase-domingo.

Querido Tom,

para retomar o velho hábito de escrever-te. Mando-te notícias daqui da Terra.

Quero ver Quincas Berro D'Água. E nem tá passando na Ilha. Viciei em Marina and the Diamonds, e Mika.

Estou me roendo aqui. Minha burrice é extrema. Preciso comprar um caderno. Who doens't like to be gone? Eu não sei, mas acho que todos. I'm stuck in the middle.

Ah, eu queria tantas coisas, e às vezes, tudo parece muito fácil de se conseguir. Por exemplo, tenho a impressão de que se tivesse minhas tardes livre, seria mais feliz. Tenho a impressão.

Estou me roendo. Sei lá, de ciúmes, quem sabe.

Queria que lessem minha mão de novo. Na verdade, não me roo; despedaço-me, em pedacinhos bem miudinhos, todas minhas entranhas e tripinhas. Despedaçadinhas. Não sei se entende.

Dear Tom, is that you on the phone? Eh-eh-ehe-eh. Stop telephoning me.

Eu podia continuar mais aqui. Mas tenho uma lembrança que é ótima de se escrever, e não faz o menor sentido escrevê-la aqui, ela merece um lugarzinho entre as minhas ficçõezinhas que são reais, que finjo serem ficções, mas que são não-ficções. Elas parecem mais interessantes quando vistas praticadas por outra personagem que não eu, eu sou muito chato. Isso tudo é non-sense, e o pior de tudo é escrever para alguém que existe em um livro de ficção. Non-sense puro.

Prevejo dark times coming. I can see a storm coming up, Harry. Just like last time.

Tive vontade de ler O Hobbit again, e O Sargento de Milícias, também. Quem sabe, ou não. Quem sabe Shakespeare. Ou nada.

You can think he's living at ease. Blame it on the girls, and the boys.

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