Querido Tom 27 (Da Alimentação, ou dos Pães Franceses.)
Querido Tom, ou Voldie?
Não sei, realmente, quem é pior, se o mal declarado (e escrevo mal porque Tom não era somente um menino mau, ele personifica a categoria inteira) ou o mal escondido, por trás de belas máscaras. Eu sei que eu queria poder escrever com uma ironia só, mas uma ironia daquelas, que só a T* consegue em seus e-mails.
Eu devia sugerir que se passasse a seção dos Pê-Ésses a partir de agora, mas talvez não proceda.
Talvez eu tenha inveja dela por isso, ou não. Talvez, e tenho quase certeza disso, sou um fã incontrolável, porque toda vez que recebo um e-mail totalmente debochado, irônico e grosseiro, eu o amo.
Anyway, às vezes eu piro na batatinha. E droga, perdi separação. Eu adoro as caras que a Débora Bloch faz. Mas hoje eu cheguei tarde mesmo, e ainda por cima, passando mal. E ainda tive gaga feelings, e gordinhos feelings, comi dois pães franceses, que são coisas sem as quais um humano normal e decente, aí incluindo eu, não pode viver sem. Dois pães franceses diários talvez sejam suficientes, digo, a quantia suficiente, mas digo que três não seriam ruins, porque hoje eu comi três, sendo um de manhã.
Há uma combinação mágica, não sei, o padeiro é um ser mágico. Faz-se um supra-sumo dos deuses gregos, e egípcios, diga-se de passagem, são todos a mesma coisa, faz-se um supro-sumo baiano a partir simplesmente, e tão-somente, de farinha, sal, água e fermento, biológico, certamente, e não aquele pó royal que se compra no mercado.
Não dá para captar a mensagem que se tenta passar ao retirar o miolo do pão. Se miolo fosse ruim, não seria nome de vinícola; e nem eu comeria, pois que meu gosto alimentar é muito reduzido e seleto, e certamente que não miolo não é ruim. Nem cola também que miolo engorda, observando-se que eu sou um tanto magro, talvez excessivamente, diria, abaixo do peso, com um índice de Massa Corporal de uma criança subsaariana.
Bom dia, bom dia, como vai, boa sorte e boa noite. Aproveita a Páscoa,
Caio.
P.S. Esse texto não foi escrito através do Fabuloso Gerador de Lero-Lero.
P.S.S. O Caio não é o Fabuloso Gerador de Lero-Lero, apesar de sua impressão acerca do contrário, ou talvez de seu desejo íntimo e subconsciente, ou até mesmo (in)consciente de o ser.
P.S.S.S. O Caio adora P.S., e deseja ardentemente escrever que nem Virginia Woolf, ou Marguerite Duras. Ou mesmo sei-lá-quem.
P.S.S.S.S. Nellie Mckay rules!
Acho ‘querido Tom’ mais irônico. Apesar de ‘Voldie’ ser eterna ironia.
ResponderExcluirO ‘passar mal’ foi por causa da overdose de farinha e água? Não, não, deve ter sido a mágica do padeiro. Não que eu o ache malvadoa ponto de enfeitiçar o pão, mas não sei se confiaria em um. São pessoas fortes, disso tenho certeza, porque pra bater toda aquela massa de pão é preciso mais do que os meus braços (que não são grande coisa, mas vá lá), posso garantir. Talvez o padeiro seja o
Voldie.
E o fermento. Não posso deixar de citar. Ele tem um bicho inside. Um bicho que faz o pão crescer e que não entendo como, pois as aulas de biologia foram-me apagadas.
E Deuses Gregos e Egípcios são os mesmos? Acho que não. Reflita. É claro, sempre há aquela máxima de que todos os Deuses são um só e blábláblá. Eu nem acredito nisso. E Rá não é Zeus, definitivamente.
Pó Royal é uma farsa. Só compro o Fleischmann.
E repito, não acreditava que miolo engordava até ver umas fotos antigas.
Subsaarianos are hot.
Tá bem, chega. Já aproveitei a Páscoa.
P.S.: O Caio não é o Fabuloso Gerador de Lero-Lero; o Caio é o criador de tal artefato, veja no site de patentes.
P.P.S.: A Lai deseja ardentemente escrever que nem o Tom.