Vida Cigana.
O ventilador girava lentamente. Estavam os quatro, sentados, em volta da pequenina mesa, tão cheia de papéis quanto uma rua em Dia de Eleição. Riam-se com gosto; qualquer fala tornando-se motivo.
- A Fabiana é Áries com ascendente em Áries, e Lua em Áries. Ela é chata pra caramba! - disse o garoto moreno.
- Mas como é que você sabe isso de todo mundo lá da sala? - perguntou a de cabelos castanhos.
- Porque eu fiz o mapa astral deles, oras.
- Poxa, você nunca fez o meu!
- Só falta dizer que você lê mãos também! - exclamou o outro garoto.
- Como é que você sabe?
- Eu não sabia, - respondeu.
- Você lê mãos? Lê a minha! - interpelou a grosseira de cabelos castanhos.
- Lê a minha também! - gritou a pequenina, para não ser esquecida.
- Leio, mas como é que você sabia?
- Eu não sabia, e pode ler a minha também, por favor, - pediu, como se pedisse um copo de água com gelo.
Lá estavam três mão estendidas, prontas para serem lidas. Assustou-se serem os três destros, o que parece ser muito comum, levando-se em conta a pequena quantidade de gente em volta da mesa. Afinal, eram só quatro pessoas; um leitor de mãos, e três ávidos por terem as mãos lidas.
Passou-se uma rosada de risadas, enquanto se lia a mão da grosseirona. Eram observados de perto, logicamente; seus risos histéricos seriam ouvidos até mesmo no quarto andar. Havia logo ali, um rapaz, ajeitando as cadeiras, olhando pelo canto do olho, parecendo prestar atenção. Ou não; meteu-se entre eles, pegando as latas, um prato, e parte do papel.
Passou-se a outra mão, uma mão mais fina, mais branca e com linhas menos marcadas. Porque tinha que ser menos em alguma coisa.
- Me fala da minha linha da vida! - disse o dono da mão, com um olhar para a loura pequenina, um sorriso de resposta.
- Bom, você vai ter três filhos. E, bem, há muitas...
- Me fala da minha lida da vida, - interrompeu; afinal, a mão era dele, tinha o direito de saber o que quisesse, e de não saber o que não quisesse.
- É uma linha do amor bem agitada, bastante casos, hein. Mas são diferentes do dela, são menos marcados. Amores platônicos, eu diria, - levantando os olhos pela primeira vez. - Bom, sua linha da vida está bem ligada à linha do trabalho. O seu trabalho estará muito ligado a você, ou a sua família. Não sei bem.
- E sobre meus pais?
- Bem, a sua linha começa com duas, na verdade... Algo como duas famílias. Eu acho. Não sei bem. Está difícil, isso aqui... - confessou.
Passou-se para o último objeto, a mão da lourinha. E não se prestou mais atenção, pois o interessante já tinha passado.
- A Fabiana é Áries com ascendente em Áries, e Lua em Áries. Ela é chata pra caramba! - disse o garoto moreno.
- Mas como é que você sabe isso de todo mundo lá da sala? - perguntou a de cabelos castanhos.
- Porque eu fiz o mapa astral deles, oras.
- Poxa, você nunca fez o meu!
- Só falta dizer que você lê mãos também! - exclamou o outro garoto.
- Como é que você sabe?
- Eu não sabia, - respondeu.
- Você lê mãos? Lê a minha! - interpelou a grosseira de cabelos castanhos.
- Lê a minha também! - gritou a pequenina, para não ser esquecida.
- Leio, mas como é que você sabia?
- Eu não sabia, e pode ler a minha também, por favor, - pediu, como se pedisse um copo de água com gelo.
Lá estavam três mão estendidas, prontas para serem lidas. Assustou-se serem os três destros, o que parece ser muito comum, levando-se em conta a pequena quantidade de gente em volta da mesa. Afinal, eram só quatro pessoas; um leitor de mãos, e três ávidos por terem as mãos lidas.
Passou-se uma rosada de risadas, enquanto se lia a mão da grosseirona. Eram observados de perto, logicamente; seus risos histéricos seriam ouvidos até mesmo no quarto andar. Havia logo ali, um rapaz, ajeitando as cadeiras, olhando pelo canto do olho, parecendo prestar atenção. Ou não; meteu-se entre eles, pegando as latas, um prato, e parte do papel.
Passou-se a outra mão, uma mão mais fina, mais branca e com linhas menos marcadas. Porque tinha que ser menos em alguma coisa.
- Me fala da minha linha da vida! - disse o dono da mão, com um olhar para a loura pequenina, um sorriso de resposta.
- Bom, você vai ter três filhos. E, bem, há muitas...
- Me fala da minha lida da vida, - interrompeu; afinal, a mão era dele, tinha o direito de saber o que quisesse, e de não saber o que não quisesse.
- É uma linha do amor bem agitada, bastante casos, hein. Mas são diferentes do dela, são menos marcados. Amores platônicos, eu diria, - levantando os olhos pela primeira vez. - Bom, sua linha da vida está bem ligada à linha do trabalho. O seu trabalho estará muito ligado a você, ou a sua família. Não sei bem.
- E sobre meus pais?
- Bem, a sua linha começa com duas, na verdade... Algo como duas famílias. Eu acho. Não sei bem. Está difícil, isso aqui... - confessou.
Passou-se para o último objeto, a mão da lourinha. E não se prestou mais atenção, pois o interessante já tinha passado.
Não sei.
ResponderExcluirE sou Aquário com ascendente em Gêmeos. E já disseram que é quase um inferno astral. u_u
pergunta ao Bibs.
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