a Galinha-Mestra
Já era tempo; pegou sua escadinha, colocou-a defronte do armário. Subiu três degraus, e já estava à altura exata. Se não tivesse a escadinha de madeira, muito bem trabalhada, sim senhor, bastaria-lhe uma cadeira, e também ficar por cima da bancada, coisa que lhe agradava muito, ainda mais nos dias de verão.
Abriu as duas portas verdes e quadradas, procurando. Devia estar ali, atrás da farinha, embaixo do açúcar, ou mesmo ao lado dos feijões. Encontrou-os do lado das latas. Desceram, todos seguros.
Espalhou-os em um prato, e começou a analisá-los. Escolheu-os a dedo (autodenominava-se Galinha-Mestra); não poderiam ser quaisquer uns a entrar naquela panela. Era uma senhora panela, de uns 30 centímetros de diâmetro, feita de ferro. Colocou-a sobre o fogão, com o fogo já aceso. Jogou óleo, e esperou.
Jogou-os, finalmente, na panela. Não podia esperar, não aguentava mais. "Deve ser o suficiente para todos, pensou", enquanto ligava o velho rádio marrom-claro, com a cortina um tanto amarelada. Tocava Aracy Cortes. "Jura, jura, jura... pelo Senhor...", podiam ouví-la cantarolar. Estava extremamente bem-humorada.
Agora, a voz de Aracy era abafada; era dado o grande momento. Um sorriso espalhou-se por seu rosto. Um último estalo anunciou a tão-esperada hora. Abriu a tampa, e sentiu o aroma. Já não eram eles, mas sim elas. Achou engraçado como pareciam ser em maior quantidade do que no início. Surpresas de cozinha.
Enquanto despejava o conteúdo, sentiu um puxão em sua saia: "Vovó, quero pipoca!".
Abriu as duas portas verdes e quadradas, procurando. Devia estar ali, atrás da farinha, embaixo do açúcar, ou mesmo ao lado dos feijões. Encontrou-os do lado das latas. Desceram, todos seguros.
Espalhou-os em um prato, e começou a analisá-los. Escolheu-os a dedo (autodenominava-se Galinha-Mestra); não poderiam ser quaisquer uns a entrar naquela panela. Era uma senhora panela, de uns 30 centímetros de diâmetro, feita de ferro. Colocou-a sobre o fogão, com o fogo já aceso. Jogou óleo, e esperou.
Jogou-os, finalmente, na panela. Não podia esperar, não aguentava mais. "Deve ser o suficiente para todos, pensou", enquanto ligava o velho rádio marrom-claro, com a cortina um tanto amarelada. Tocava Aracy Cortes. "Jura, jura, jura... pelo Senhor...", podiam ouví-la cantarolar. Estava extremamente bem-humorada.
Agora, a voz de Aracy era abafada; era dado o grande momento. Um sorriso espalhou-se por seu rosto. Um último estalo anunciou a tão-esperada hora. Abriu a tampa, e sentiu o aroma. Já não eram eles, mas sim elas. Achou engraçado como pareciam ser em maior quantidade do que no início. Surpresas de cozinha.
Enquanto despejava o conteúdo, sentiu um puxão em sua saia: "Vovó, quero pipoca!".
Do msn para o blog.
ResponderExcluir"Mas.. eu gostei mais da primeira. Eu senti o cheiro de pipoca,
vi o netinho puxando a saia dela, senti a satisfação da avó e o amor do preparo. Foi bom. (:
Eu senti o ambiente familiar.
Bem.. vou lá! Beijos, Caio!"
=)
efeito-desejado.
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