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"Como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu?"

Ainda lembro do que passou, parece mesmo que foi ontem. Mas não foi. A minha covardia me assusta toda vez que penso nela. Nunca sei como ultrapassá-la.

Deve ser por isso que amo tanto "Gita", ou seja lá como se escreve. Eu sou o tudo e o nada. E, principalmente, eu sou o medo de amar. O medo do fraco. Porque esse versos são sinônimos. é fraco aquele que tem medo de amar.

Incrível a minha capacidade de me apaixonar, pelo menos é assim que chamo; ou não sei mesmo o que é isso. Posso não falar pra meu objeto, mas ele sempre sabe, taçvez mais que eu. Basta um olhar, e estou perdido, um bandido com "CULPADO" escrito, assim mesmo, com maiúsculas, na testa. No peito. Nas costas.

A única certeza que tenho é que esses alguéns não foram meus, ou não são meus, ou sei lá. Alguns realmente estão no passado remoto, outros, muito recente. Algumas horas atrás. Certamente, a única certeza é que os alguéns não foram meus por incapacidade minha de tomar a dianteira. Pelo medo de amar, de parecer ridículo. Porque quando apaixonados, agimos que nem idiotas. Mais uma certeza.

Agora eu tenho certeza que aquele dia eu me apaixonei. Tinha parecido mais como vergonha; digo, exatamente como disse antes, podia-se ler "culpado" em minha testa. Mas analisando de fora, o que não foi possível a época, acho que tinha uma ponta de reciprocidade, apesar de não nos conhecermos e termos trocado nada mais que meia dúzia de olhares. Tá, alguns mais olhares, cheios de significado, pelo menos pra mim.

Agora vejo que podia ter sido diferente; e não ter simplesmente terminado com um "dar de ombros" muito do vagabundo, retribuído por mim, com uma cara de quem estava prestes a chorar. Pensei em várias maneiras de providenciar um reencontro, cada uma mais absurda que a outra, e todas improváveis e impossíveis na mesma medida. Mais uma certeza: não há paixão maior que aquela sentida naquele dia. Quase sufoquei, dirante os dias que se seguiram. A desculpa: estresse. Sim, era realmente estresse, mas a explicação não era essa.

Queria ter um vira-tempo, e empurrar aquele Caio daquele dia, e de outros também. E assumir seu lugar, e passar por essas experiências de novo. Tenho quase certeza que faria tudo de novo, inclusive sair do metrô, ser reecíproco e dar de ombros em resposta, assistindo aquela cara idiota de "é, você se fudeu, olha o que tá perdendo".

Mais uma certeza: o transporte público é uma ótima fonte. Há de todos os tipos. Sempre gosto de reparar quem entra e sai, sem exceções. Lógico que alguns tipos chamam mais atenção; tenho predileção por turistas. Sou capaz de andar na plataforma do metrô para entrar no mesmo vagão que alguns turistas. Coisa que fiz algumas horas atrás. Aliás, a cidade está cheia de turistas, acho que vou enlouquecer. Muitos de uma vez só me deixa sem saber o que fazer, qual grupo seguir. estão em todos os lugares: no ônibus, na rua, no boteco, na praia, no shopping, até mesmo comprando livros na Saraiva do Botafogo Praia Shopping. Diga-se de passagem que o livro era Eclipse, de Stephenie Meyer.

E por falar em saga Crepúsculo, terminei de ler Amanhecer. Depois de ter iniciado, fui tomado pela mesma paixão ao ler o primeiro livro, o bobinho Crepúsculo. Não sei porque, mas é bem capaz de essa loucura toda ter-me surgido após ler esse diabo desse livro cheio de melodramas e paixoezinhas estonteantes.

Só queria ser menos covarde, e mentir menos compulsivamente. Ou compulsoriamente, no meu caso. Acho que é isso. Mentir, pra mim, tornou-se algo compulsório. Tá. Também devia brincar menos com outros, mas prefiro não comentar aqui. Só sei que brinco tanto, ou mais, comigo que com os outros. Digo brincar, leia-se enganar. E queria poder dizer-lhe tudo, sem mentiras deslavadas e tão facilmente descobertas, mesmo que não se esfregue na minha cara que assim são.

É. Pode ser.

Mais uma única certeza. A única pessoa que deve ler isso, isso se ela se der ao trabalho, é a Laiane. Boa Sorte.

P.S. Lembro que voltando pra casa, no ônibus, pensei em usar uma palavra específica, mas já esqueci qual era.
P.S.S. "Ponto Final" me pareceu um ótimo título diante de minha capacidade de colocá-los em qualquer situação antes mesmo que aconteçam.
P.S.S.S. Estava na van. O motorista avistou um grande grupo; e apesar de minha experiência, não os reconheci. Eram turistas. O motorista não sabia inglês nem espanhol. Tive medo, ams esse eu venci; falei com eles. Descobri, após pistas, que queriam ir a Santa Teresa, mas sem usar o bindinho. O que aconteceu, não sei. Saltei no final da rua. Só sei que eram franceses, ou canadenses de Québec. Um deles falava um inglês muito fluente (o único), quase sem sotaque. Ou sem sotaque. Imaginei que falavam e riam de mim. Sei lá porque. Só sei que ao sair, uma mulher disse-me (tentou) "tchau", ao qual prontamente disse "Good luck to you all". Ela disse algo ininteligível para mim, e todos se riram deliciosamente. Podia ter dito que é um hábito meu desejar boa sorte, não queria sacaneá-los.


Comentários

  1. Acho que tá na hora de alguém me falar alguma coisa que estar pra ser dita há um boooom tempo, não?

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  2. Eu sempre me ao trabalho.
    Não que realmente seja trabalhoso.
    E não aguento mais turistas.
    Encontrei australianos, mas tava ruim demais pra falar com eles.

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  3. pensei que tivesse sido bem claro aqui.

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