Sem título. (talvez "Ensaio sobre a corrida")
Já era fim de tarde. Hora de voltar pra casa. Estava no ônibus para Central, ali mesmo na av. Pres. Vargas, quando viu o ônibus que os traria de volta para Ilha.
- Cara, tem um ônibus que passa na tua casa ali. Se nosso ônibus chegar antes ao ponto, podemos pegá-lo ainda. - disse o um dos dois garotos.
Desceram no ponto antes da Central. O sinal estava fechado. Atravessaram a pista.
- Bem, ainda dá tempo. - disse o outro
- Não mesmo. Veja lá. O sinal já abriu. Vamos perder, nem mesmo se corrermos.
- Ah, deixa de besteira. Pensamento positivo, o ônibus vai para no ponto e vai demorar lá.
- Não vai adiantar. - disse o pessimista.
Mas não foi ouvido. Procurou pelo amigo ao seu lado, mas já não estava ali. Corria à frente. Não restou nada a fazer a não ser correr também.
Fazia tempo que não corria. Teve medo de não saber correr mais, talvez tropeçasse em seus próprios pés. Tinha-se esquecido de como era ter o vento a bater no rosto, a ver tudo passar como se fosse um borrão.
Chegaram ao ponto e o ônibus ainda estava lá. Subiram, e o pessimista pagou sua passagem. Passou a roleta e sentou-se, à espera do outro, que estava enrolado com sua carteira. Quando estavam já os dois sentados, comentou:
- Há uma senhora ali que estava sorrindo para nós; imagina só: corremos pela avenida e nem nos demos conta disso. Estavam todos olhando. Nós corremos até o ônibus para recebermos um sorriso.
- Como hérois. - disse o otimista.
- Sinto-me esbaforido. Sabia que essa palavra tem frequentado muito minha mente essa semana? Não sei porque.
- Ah, você já me disse isso. E tem mais de uma semana. E eu até falei que podia usar arfante. Mas não tem a mesma sonoridade.
- Mas é diferente. Essa semana ela simplesmente me surgiu todos os dias.
O assunto foi continuado até um pouco depois, quando foi trocado. E este, foi trocado mais uma vez; e assim continuou até um deles despedir-se e saltar do ônibus.
Restara o pessimista no ônibus. E seu pensamento de como tivera sido bom ter o vento em seu rosto mais uma vez.
- Cara, tem um ônibus que passa na tua casa ali. Se nosso ônibus chegar antes ao ponto, podemos pegá-lo ainda. - disse o um dos dois garotos.
Desceram no ponto antes da Central. O sinal estava fechado. Atravessaram a pista.
- Bem, ainda dá tempo. - disse o outro
- Não mesmo. Veja lá. O sinal já abriu. Vamos perder, nem mesmo se corrermos.
- Ah, deixa de besteira. Pensamento positivo, o ônibus vai para no ponto e vai demorar lá.
- Não vai adiantar. - disse o pessimista.
Mas não foi ouvido. Procurou pelo amigo ao seu lado, mas já não estava ali. Corria à frente. Não restou nada a fazer a não ser correr também.
Fazia tempo que não corria. Teve medo de não saber correr mais, talvez tropeçasse em seus próprios pés. Tinha-se esquecido de como era ter o vento a bater no rosto, a ver tudo passar como se fosse um borrão.
Chegaram ao ponto e o ônibus ainda estava lá. Subiram, e o pessimista pagou sua passagem. Passou a roleta e sentou-se, à espera do outro, que estava enrolado com sua carteira. Quando estavam já os dois sentados, comentou:
- Há uma senhora ali que estava sorrindo para nós; imagina só: corremos pela avenida e nem nos demos conta disso. Estavam todos olhando. Nós corremos até o ônibus para recebermos um sorriso.
- Como hérois. - disse o otimista.
- Sinto-me esbaforido. Sabia que essa palavra tem frequentado muito minha mente essa semana? Não sei porque.
- Ah, você já me disse isso. E tem mais de uma semana. E eu até falei que podia usar arfante. Mas não tem a mesma sonoridade.
- Mas é diferente. Essa semana ela simplesmente me surgiu todos os dias.
O assunto foi continuado até um pouco depois, quando foi trocado. E este, foi trocado mais uma vez; e assim continuou até um deles despedir-se e saltar do ônibus.
Restara o pessimista no ônibus. E seu pensamento de como tivera sido bom ter o vento em seu rosto mais uma vez.
(:
ResponderExcluirHahaha... muito bom.
ResponderExcluirOntem foi um dia e tanto. =)
Claro que o Caio era o pessimista sem coordenação, aushaushaus ..
ResponderExcluir[Você devia tentar outras palavras além de esbaforido. ;X rs.]
E qnd o otimista diz: 'Como heróis.' dá pra imaginar ser o Rudy, rs.
Legal você não dar os nomes, eu gostei de advinhar, rs. (:
Beijiinhos, Caaio! *:
ah... brigado. bom, o dia foi bom. mas a noite eu não sei. a minha não foi lá essas coisas.
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