Disco Encandescente

Esse carnaval passei em Maricá.
Gastei toda a paciência que tinha em blocos e coisas do tipo. Foi legal, afinal.
Mas, voltando às atividades de meu feitio, em dada tarde, fomos minha irmã, Jeane e eu dar uma caminhada na praia. Quando a Bianca começou a reclamar de cansaço ouvimos o barulho de um Bugre se aproximando. Ao que ela disse: "Ah, como seria bom se ele nos desse uma caroninha". Era meu tio. Ele nos pegou e fomos embora pela praia, até quase Ponta Negra.
O Bugre estava com algum problema no motor e por via das dúvidas, para evitar que atolasse e depois não voltasse a pegar, meu tio dirigiu a toda. E, como ele é dado a brincaderinhas, subimos e descemos todas os desníveis da praia.
O Sol estava rubro atrás de nós. Contorci-me para tentar admirá-lo. Lindo, lindo. Fizemos o retorno um pouco antes de ele se pôr.
Ao aproximarmo-nos de casa, tivemos os momentos mais "radicais" de nosso trajeto. Encaramos escarpados paredões de areia. Chegamos a descolar nossos traseiros do banco e sentir aquele friozinho na barriga. Em dado momento, simplesmente levantei um pouco e saltei do Bugre. Tentei não me desequilibrar, correndo impulsionado pela inércia, mas não deu. Era velocidade demais. Capotei bonito. Fiquei empanado de areia, embora por sorte, não tenha me arranhado muito. Foi legal.
O pessoal se assustou um pouco, mas depois viram que eu estava bem. O Bugre foi dar problema na entrada de casa. Não fizemos mais nenhum passeio nele durante o carnaval. Fiz bem em arriscar minhas macaquices logo de cara. Depois do banho, escrevi em um bloquinho de notas sobre o Sol daquela tarde...
"Ao fundo, o Sol escarlate abraçava o céu que corava em todas as cores da vida.
Envolvendo-se em finos véus de algodão o senhor da luz esvanecia e ressurgia em sua magistral dança de despedida.
Aos poucos, trespassou as nuvens e mergulhou na densa névoa que acobertava o horizonte. Quando estava para se pôr de completo, parou e pousou seus olhos sobre nós.
Pensei que talvez ficasse.
Um medo profundo crescia em mim.
"Talvez pudesse ficar".
Mas se foi.
Fechei-me pesaroso...
O que seria do mundo? Escuridão... Trevas... Caos...!?
Ao abrir os olhos, vi o céu torrado estendendo-se até o mais celeste azul.
O Sol se fora, mas continuara a olhar por mim..."
Preferia o outro título... "o Caio tá me pressionando..." hehehe
ResponderExcluirNunca pensei que leria algo do Rudy sobre uma entidade superior e inalcançável que olha por ele. XX
Caraca, cara. Eu podia jurar que vc diria o que disse. Que preferia o outro título. Caio, Caio... tão previsível...
ResponderExcluirE quanto a suposta entidade superior, sabe aquelas histórias infantis onde as nuvens tem feições e os animais falam? Então, gosto tanto delas... As coisas parecem tão mágicas e vivas... Tentei trazer um pouco disso pro texto.
Não se iluda amigão, afinal, são personagens e fatos simbolistas.
foto muito legal. dá até pra imaginar você capotando ali na areia, rudy. X)
ResponderExcluirRudynho... adorei o texto. Não sei o motivo exato, mas a parte que vc descreve o sol tá bem interessante. Devia escrever mais coisas do tipo. ;)
ResponderExcluirRaaaan, conclusão: o Rudy viaja às vezes! õ/ uashaush ..
ResponderExcluirNada contra, é legal até, mas não achei que seu 'devaneio' sobre o sol se encaixava na história.
Eu estava dentro do clima 'Rudy fazendo besteira' e parei no 'Rudy dramático', rs, talvez você pudesse ter guardado pra outro post, ou sei lá. (:
Mas no geral, ficou bom.
[Gostei mais da cena do bugre na praia + sol + frios na barriga, rs.]
Sem mais, *:
Hum... Tinha uma última frase no fim do texto que depois eu acabei por retirar. Era assim: "É, eu sei, a história aparentemente não tem muito a ver com a descrição do pôr do Sol, mas você não paga minhas contas, então não enche o saco!"
ResponderExcluirhahahahahahah. Devia ter mantido!
Brincaderinha, Carol... xD
É que tem uma relação. Mas ficou complexo. Às vezes escrevo pra mim mesmo ^^