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Mostrando postagens de janeiro, 2013

um verdadeiro desaniversário

não sei realmente quando eu comecei a odiar meu aniversário, ou se eu realmente gostei dele algum dia. eu pensava que só não gostava de ano-novo mas agora tá ficando meio difícil fugir da raia e dançar feito claudia raia e tentar parecer normal não que tenha acontecido algo, não, nada aconteceu de fato. apenas esse desânimo que é maior que a muralha da china e pode ser visto a olho nu da constelação da puta-que-pariu: impossível de suprimir, como tentar esconder um ogro dentro do armário da cozinha. será que escrever resolve? e tem essa chuva que combina tanto com meu aniversário que acho que não teve um só que não tenha chovido desde 1991, um aniversário que tenha sido comemorado sozinho em algo decente que não tenha sido dividido com o aniversário da irmã, talvez seja isso, já não se fazem aniversários duplos como antigamente. esse calor sufoca ou esse nó na garganta me sufoca? imaginem só engasgar com palavras ou choro que não sai e se afogar no mar salgado que não transborda ...

una puta, sí

naquele apertadinho do cabina do banheiro, ou seria na pista, eu me abaixo para amarrar os cadarços, ou qualquer outra coisa, e ele diz y tu eres una puta sí, e eu devia era ter-lhe virado de costas e baixado as calças e passado uns sarrafos ali mesmo, mas não: devo ter dado uns sorrisos que quem sabe fizeram-no arrepender-se de deixar que batesse sua cabeça na grade, e desejado que isso tivesse acontecido em outro dia.

pentimentos

eu levanto correndo, abro a porta e fecho clep sinto até o ventinho esbaforido na minha nuca como se fosse fumaça de cigarro, mas é apenas a porta e agora eu passando o corredor em revista, como se fosse fugir. fugir, fugir do mundo, daquele ar. agora os pentimentos os sensamentos me veem a cabeça tudo embaralhado ou seriam pensamentos-sentimentos tudo ao mesmo tempo? negrume. será que se eu andasse de metrô seria diferente? mas no ônibus sempre vem aquelas epifanias que talvez não mudem a vida como perceber que a vida não mudou ao se pegar o ônibus no mesmo horário por quatro anos seguidos mas enfim será que ele desceu do ônibus para falar comigo porque alguém mandou? será que isso aconteceu porque estava programado? e a vida então parece simples de identificar como o filme do talentoso ripley, ou seria outro nome o filme do cara que vive num programa de tevelisão? SEM RESPOSTAS. cadê essa tal liberdade? o coração engoliu.

diário babaca

Quinta-feira. Chuvoso. Hoje o dia nao foi pior que Terça-feira, graças a deus. Muita gente babaca a minha volta? Tive uns bons momentos. Podia parar de chover e de ter gente babaca a volta. Podia ter uma vida diferente mas nao ta fácil para ninguém Sexta-feira começou chuvosa.

accio!! sentido para a vida porque não está fácil

bom, precisamos organizar os pensamentos antes de tudo. Eu pensava que não mais pensaria ou escreveria sobre isso, mas vejam que 2013 está saindo melhor que a encomenda. Hoje a tarde passei sozinho moribundo num canto qualquer, tudo parecia ter dado errado, mas a única coisa que planejei e realmente deu errado foi não ter acordado cedo. queria escrever algo sobre o edifício Gandhi será que fica parecido demais com o edifício Yacoubian? talvez não  mesmo porque não quero fazer criticas sociais apenas relatar memórias inventadas. Me veio a cabeça algum dialogo qualquer entre duas pessoas supostamente amigas mas depois de um tempo uma delas percebe coisas esquisitas: - E ae como vc ta?? - Ai nao sei, qq vc achou dele? - Ah, po maneiro, gracinha - Pois é, mas eu tenho medo eu tenho medo dessas pessoas assim, é isso. Devia parar de falar demais com essas pessoas aleatórias, ou apenas falar de aleatoriedades com essas pessoas. antes eu soube...

procurando alguma citação de harry potter.

22:21, passei perto de alguém me desejar, o relógio gritou na minha cara, pedindo que calasse a voz da mariah carey porque ela só canta música depressiva. obviamente que tudo perdeu a mágica, mas é só questão de momento. é isso mesmo, só momento. é o tempo, xiuxiu, é o tempo. ele passa. “There’s a storm coming, Harry. And we all best be ready when she does.”

a mulher humilde

sempre que falam em humildade eu imagino uma velha preta/parda com lenço na cabeça na porta de uma casa no semi-árido aquele chão rachado. bate um soprinho e a poeira levanta e suja tudo. o lenço da cabeça já amarelado. coitada; talvez ela nao seja humilde, after all.

hipster da depressão

noites quentes vem sempre acompanhadas de sonhos esquisitos, ou é só comigo, eu penso quando acordo out of nowhere; daí vem um brisa fresquinha e eu sinto um frio na espinha. mas isso foi sonho ou realidade? a saber. fiquei naquela de ter feito tudo errado, mas quando é que sabemos se fazemos certo? já é a segunda vez que penso que posso mudar (bom, não mudar tudo), mudar o foco. quem sabe 2013 não é destinado a outras lamentações? é como aquelas imagens de hipsters da depressão, em que uns ideogramas japoneses são traduzidos, numa imagem desfocada e com algum filtro em tom pastel, sobre alguma premonição/adivinhação de sentimento futuro. mas eu nunca fui bom leitor dos sinais, quanto mais dos sentimentos.

ciranda de degrau

ninguém nunca mais pulou aqueles degraus do jeito certo, ou do jeito que eu queria. e isso é algo tão pequeno e não sei porque estou me prendendo nesses detalhezinhos, tão pequerruchos, tão desnecessários; mas daí eu (acho que) percebo que é assim mesmo, que é vida que segue, que podemos guardar isso pro resto da vida, mesmo que não tenha significado maior que o engrandecimento pela dor. risos, que engrandecimento? pelo menos já esqueci o que é, como é. do que eu falava mesmo?.

eclipses telescópicos

sonhei que tinha um eclipse sinistro e que ficava tudo iluminado mesmo de madrugada, e dava pra ver a áfrica do outro lado do atlântico. esses sonhos malucos, esses desejos malucos.

pensamentos pendurados na árvore de natal

nos pensamentos natalinos sempre vem de tudo. hoje amanheci com dor de cabeça, sabe-se lá porquê, e o frio na espinha veio tarde, mas veio também. me assustei com a capacidade que tô de lembrar das coisas, ou será que confundi os acontecimentos? tenho minhas dúvidas... e tenho medo. de lembrar, sério. de lembrar, ainda. de lembrar, enfim. e acho que esse é um dos grandes males, e das grandes virtudes, né, enfim. ainda é noite de natal, e eu lembrei dos natais passados, já foram tantos. e o próximo, ah. o próximo: vai ser diferente. tenho medo de novo. enquanto eu torrava no sol hoje, eu pensava e pensava.

expecto

expectativas, expectativas: será que se falarmos em latim elas viram feitiços? nas conversas sempre tem um alvoroço, não sabemos de nada, risos. uma tensão, uma tensãozinha, mas sempre nas expectativas. e eu aqui ainda postergando o que me aconteceu em 2012

lixo.

chegou dia 05 do novo ano da graça e eu ainda não pensei em nada interessante. parece que a citação "são nossas escolhas mais que nossas qualidades que dizem quem nós realmente somos" veio para ficar. nesse meio tempo, o dia 05 passou.

cão sarnento

(qu)e eu finalmente tenha esgotado as possibilidades de se falar do mesmo problema: e o que vem depois? o depois é simplesmente procurar mais sarna para se coçar.