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Mostrando postagens de outubro, 2012

que horas tem

21:21 - olha o relógio, pensa tem alguém pensando em você, mas na verdade você tá pensando em alguém. e será que esse alguém tá pensando em você? provavelmente não, mas é tudo tão místico, isso das horas. bate os olhos no relógio, será que os segundos também eram iguais naquele instante? porque senão, não há eficácia... e a vida, um eterno olhar o relógio para verificar as horas e ter o coração palpitante, mas espere: acho que já nem me lembro de seu rosto.

vontade de sair da cama: zero

Respira, respira. Inspira, expira. Sopra o arzinho pra fora, mas parece que nada acontece, além de esvaziar os pulmões. Levantar da cama envolve mais que se sustentar em pé: carregar essas bolas de ferro fundido e amarradas aos braços e pernas. No dawn, no day, I'm always in this twilight, In the shadow of your heart, Tá foda, viu, tá difícil, que fiz, que fizeram? Queimei um carregamento de Bíblia e Corão; não, risos, isso é só a tentativa de buscar fora alguma explicação. Esse misticismo que ronda nossas vidas. E não me traz nada.

querido tom 59

querido tom o dia se arrastou num relógio marcando eternamente 17:34. estou de pijamas ainda. não sei o que fazer, falam "o que seu coração mandar" mas essa bosta não funciona e só mostra um caminho: o caminho para a merda. comi panquecas na esperança de mudar essa sensação entre os pulmões, mas não tive certeza da eficiência e fui dormir. dormi o dia inteiro, mesmo acordado. fiquei de pijama. já percebeu que podemos adaptar qualquer música de amor para a depressão? rsrsrsrs e seguimos assim fazendo tudo errado de novo.

barato que sai caro.

momento amélie poulain costurando textos e escrevendo uma carta fictícia que realmente contenha alguma das coisas que to sentindo. tudo apenas é impossível, se acredito em milagres? nao hoje, nem ontem. quem sabe em alguns anos. essa coisa de misticismo é tão barata que compro logo, mas milagres saem muito caro. ontem eu interpretei os sinais erroneamente novamente, tou ficando muito ruim nisso. deveria ter ficado em casa mas errei e saí, sei lá porque. naquela acenda e apaga e fecha o zíper do casal ao lado, eu me vi sozinho ali sentadinho num sofá e quis pular da grade. em vez disso dei uma volta na varanda e disse "vou embora". comi uma pipoquinha porque pipoca sempre ajuda o ânimo e saí pela cidade afora que não tem mais fim.

pensar³³³³³

inversão de papéis, mas nem tanto: querido, ainda sou eu mais do que qualquer coisa além, lembre-se sempre disso. pessoas que pensam muito tem necessariamente chances maiores de causarem estragos maiores. não consigo parar de pensar, nao consigo parar de pensar. acho que é tipo sina, ou pior: hábito. o hábito de pensar é o mal do século, o mal da humanidade. quanto mais penso, mais concluo isso. se eu fosse menos racional e viciado em pensar tudo, seria mais como um animal no cio, seria mais como vocês. mesmo quando a gente não quer pensar, o universo parece obrigar. sempre fujo, fujo correndo, de tudo e de todos, mas permaneço paradinho. talvez seja isso; para fugir, permaneço parado. apesar de tudo, desses fantasmas que insistem em fazer rondas, dessas fantasias que se insistem em serem vestidas.

desabafo nº 18728178732893923801

ô necessidade de escrever alguma coisa, mas essa coisa não tem nome; ou tem nome sim, e eu já cansei desse estilo de me negar a cada instante. canções de amor vem e vão a toda hora, e qq eu faço além de não ter certeza da vida. a mente fica boa o corpo padece, já me disseram "XIU" e talvez eu tenha gritado aos sete-ventos. na outra sexta me puxaram e disseram "amor, posso te perguntar uma coisa?" logo veio um pensamento meio macabro, quem sabe mortífero, eu não quis morrer ali. não morreria na praia. depois de tanto nadar. fugi como o diabo foge da cruz ou um vampiro de alho. medo de sempre acabar em meus braços, na hora que ninguém quiser.

fala primeira/cena primeira

abrem as cortinas, cai o pano, mas parece que ninguém percebe: o elenco me faz xiu, "xiu que isso não se espalha aos sete-ventos aos sete-mundos, xiu que o olho é gordo e a fome interminável." daí fico quietinho até o segundo ato.