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Mostrando postagens de julho, 2009

O Príncipe e o Mágico

'Era uma vez um príncipe que acreditava em tudo menos em três coisas. Não acreditava em ilhas, não acreditava em princesas, não acreditava em Deus. O seu pai, o rei, disse-lhe que tais coisas não existiam. Como não existiam princesas nem ilhas no reino do seu pai, nem qualquer sinal de Deus, o príncipe acreditava no seu pai. Um dia o príncipe saiu do palácio e viajou até ao reino vizinho. Aproximou-se do mar e, para seu grande espanto, avistou ilhas e estranhas criaturas que não ousou nomear. Quando procurava um barco para tentar visitar a ilha mais próxima, avistou um homem que passeava na praia envergando um manto. - São verdadeiras aquelas ilhas? - perguntou o jovem príncipe. - Claro que são verdadeiras! - respondeu o homem do manto. - E que criaturas são aquelas? - Claro que são princesas! - Então Deus deve existir! - gritou o príncipe. - Eu sou Deus! - respondeu o homem do manto, fazendo uma pequena vênia. O jovem príncipe voltou ao seu palácio tão rápido quanto pôde. ...

Mercado de Sentimentos

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"A cruel verdade por trás de todos belos pseudos filantrópicos atos é: damos para que recebamos em troca. Talvez não na mesma hora, talvez não no mesmo dia, mas é certo que, mesmo que inconscientemente, damos e nos doamos para criar dívidas. E assim também o é nas relações chamadas “amizades”. As pessoas são legais, gentis, elogiam e contam piadas não porque realmente queiram que nos sintamos bem. Bem, na verdade elas querem sim. Querem que nos sintamos bem ao lado delas, que sejamos felizes e compartilhemos essa mesma felicidade com elas e de certa forma, olhe só, retribuamos o que nos deram. Assim, elogiamo-nas e igualmente rimos de suas piadas. fazemos com que também se sintam bonitas e engraçadas. Um mercado de sentimentos. E do que precisamos para que tenhamos e mantenhamos boas trocas de sentimentos? É simples. Aproximemo-nos de alguém com quem tenhamos muitas afinidades, porque, é claro, não gostamos de ninguém se não de nós mesmos. Quanto mais parecido for, sem que gere...